Amor‑próprio é o Amor do Pai e da Mãe Dentro de Você: Como Separar Feridas, Escolhas e Responsabilid
Seus pais podem ter faltado em presença, mas te deram vida. Entenda como essa verdade funda o amor‑próprio e onde termina a culpa deles e começa a sua escolha.
✍️ Autor: André Nascimento
1/27/20265 min ler


1. Vida: o primeiro nome do amor dos seus pais
amor dos pais e vida
Antes de qualquer história, briga ou ausência, existe um fato bruto: alguém te gerou, te gestou, te colocou no mundo. O nome desse gesto básico é vida. Mesmo pais muito imaturos ou ausentes deixaram algo em você que ninguém pode apagar: metade do DNA, metade da história biológica, metade do corpo que respira agora.
Quando você diz “não recebi amor”, é importante separar: talvez você não tenha recebido presença, cuidado emocional, orientação, mas a vida que carrega é prova de que algum nível de entrega existiu, ainda que mínimo e cheio de falhas.
2. Amor x presença: o nó que confunde tudo 🧩
falta de presença dos pais
Criança não separa conceitos sofisticados; ela sente. Se pai e mãe não estavam, o cérebro infantil registra: “não sou importante”, “não sou amado”, “algo em mim é errado”. O que faltou, muitas vezes, não foi amor em essência, mas presença contínua, afeto visível, segurança emocional.
A ciência de apego mostra que a ausência habitual dos pais tende a criar uma “ferida de abandono” que, na vida adulta, vira relações de dependência, medo da solidão e esforço constante para agradar os outros. Não é frescura; é marca de desenvolvimento.
3. O ego que cancela a origem: “se eles não me deram amor, eu também não me dou”
amor‑próprio e apego
Quando você conclui “meus pais não me amaram”, algo dentro dispara: se quem deveria me amar incondicionalmente falhou, eu internalizo isso como verdade sobre mim. O ego, para continuar esperando algo dos pais (ou de substitutos: parceiros, chefes, amigos), anula a essência amorosa que já habita em você.
Resultados de pesquisas ligam experiências de apego inseguro a baixa auto‑compaixão e dificuldade de se tratar com gentileza. Em outras palavras: quem não se sentiu acolhido lá atrás costuma ter mais dificuldade de se acolher por dentro hoje.
4. Amor‑próprio como fusão: pai + mãe = você 💞
amor‑próprio como integração dos pais
Uma forma bonita de olhar é esta: o amor do seu pai e o amor da sua mãe — do jeito que conseguiram, com todas as faltas — se fundem e viram você. O seu corpo, a sua respiração, o seu sistema nervoso são resultado dessa junção.
Se te falta amor‑próprio, em algum nível você está “expulsando” um dos dois de dentro de si: “não quero ser como meu pai”, “não quero nada da minha mãe”. Ao rejeitar, você corta um pedaço de si. Honrar não é romantizar nem justificar tudo; é admitir: “gostando ou não, eles fazem parte da minha raiz”.
5. Amor‑próprio não é algo que você compra; é algo que você lembra 🧠✨
origem do amor‑próprio
Você não nasce vazio e depois aprende a se amar do zero; você nasce com um potencial de auto‑amor que é alimentado (ou ferido) pelo clima emocional em casa. Pais presentes, que acolhem emoções, ajudam a formar um diálogo interno mais gentil. Pais ausentes ou críticos, ao contrário, plantam um crítico interno feroz.
O trabalho adulto não é “criar amor‑próprio do nada”, e sim lembrar que ele já existe como possibilidade, debaixo de camadas de dor, culpa, raiva e expectativas não atendidas.
6. Onde termina a história deles e começa a sua escolha? 🧭
escolha e responsabilidade
Aqui entra uma distinção delicada:
infância = pouco poder de escolha, muita vulnerabilidade;
vida adulta = mais poder de escolha, mais responsabilidade por como você responde ao que recebeu.
Você não escolheu se seu pai foi embora, se sua mãe era fria, se houve morte ou abandono. Isso é realidade, fruto de condições, traumas e limites deles. Mas hoje você escolhe:
continuar repetindo internamente “ninguém me ama, ninguém fica”;
ou começar a construir uma resposta diferente, buscando ajuda, terapia, novas referências de vínculo, auto‑compaixão.
Responsabilidade não é culpa; é poder de resposta.
7. Separando amor‑próprio de carência afetiva em relações 💔
amor‑próprio em relacionamentos
Sem essa base, é fácil confundir coisas:
achar que amor‑próprio é “não precisar de ninguém”;
ou, ao contrário, achar que amor‑próprio é “ser tão amado pelo outro que, aí sim, vou me sentir valioso”.
A falta de presença parental aumenta a tendência a relações em que você faz coisas que não gosta para ser aceito, tolera desrespeito para não ficar só, se molda ao desejo do outro. Amor‑próprio é quase o oposto: é lembrar que existir já é prova de um amor original (vida) e que nenhuma relação justifica você se abandonar de novo.
8. Três perguntas para separar ferida de escolha hoje 📝
escolhas de vida e responsabilidade
Para ajudar seus leitores a separar o que é ferida antiga do que já é escolha atual, você pode convidá‑los a refletir:
O que foi “dado” e eu não escolhi?
Ex.: ausência de um dos pais, pobreza extrema, violência na infância.O que eu continuo repetindo hoje, mesmo já podendo agir diferente?
Ex.: escolher sempre parceiros indisponíveis, nunca pedir ajuda, viver só agradando.Qual é o menor gesto de amor‑próprio que posso fazer hoje sem depender da mudança de ninguém?
Ex.: falar “não” uma vez, marcar terapia, escrever uma carta (que talvez nunca será enviada) para pai ou mãe, reconhecendo dor e também vida.
Essas perguntas não resolvem tudo, mas alinham bússola: o que é passado imutável, e o que é escolha presente.
9. Chamada de ação: “mente no ritmo certo” em naveghastore.com 💬
naveghastore mente no ritmo certo
No naveghastore.com – mente no ritmo certo, a proposta é exatamente essa: ajudar você a sair da confusão entre ferida e escolha, entre falta de presença e falta de amor‑próprio. Aqui, cada texto é um convite para:
honrar sua história sem romantizar;
parar de esperar que pai, mãe ou parceiros resolvam o que hoje é sua responsabilidade;
reconstruir, passo a passo, um jeito mais gentil de falar consigo mesmo.
💡 Convite ao leitor: compartilhe este artigo com alguém que vive dizendo “meus pais não me deram nada”. Talvez o primeiro passo de cura seja enxergar que, antes de tudo, eles deram algo que ninguém mais poderia dar: a sua vida.
10. Conclusão: amor‑próprio é parar de tirar pai e mãe de dentro de você 🫀
integração dos pais e amor‑próprio
Quando você diz “me falta amor‑próprio”, em parte está dizendo: “ainda estou brigando por dentro com pai e mãe, ainda estou recusando um pedaço da minha origem”. Integrar não é perdoar tudo nem esquecer; é reconhecer que o amor deles tem um nome objetivo — vida — e que a partir daqui as escolhas são suas.
Você não controla o que fizeram ou deixaram de fazer, mas controla se vai passar o resto da existência esperando uma presença impossível ou se decide usar o que já recebeu como ponto de partida para se tornar o adulto que oferece a si mesmo a presença que faltou. Amor‑próprio é isso: parar de se abandonar como um
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